quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Sob a ótica da Rotina

Em primeira mão, o trabalho de Fotografia em Jornalismo II sobre Rotina, recém diagramado.



 

Tenha um natal mais feliz

Quando criança, sempre quis escrever uma carta ao Papai Noel. Mas minha cabeça infantil se questionava se as cartas poderiam realmente chegar tão longe. Afinal, será que aquele carteiro bondoso que deixava a correspondência lá em casa, iria mesmo até o Polo Norte apenas para entregar minha cartinha? Então, nunca escrevi a tal carta. Na verdade, sinto que aquela magia do natal está morrendo em mim. Sinto saudades do tempo em que um pinheiro iluminado e carregado de enfeites e presentes me encantava. Saudades do tempo em que acreditava, realmente, que "seja rico ou seja pobre o bom velinho sempre vem". Acredito que o fato de crescer e conhecer a realidade, saber que há crimes nas ruas, políticos desviando verbas públicas, mulheres que usam nomes de frutas para vender a imagem de seu corpo, tudo isso me fez perder a crença de que as coisas podem ser diferentes. Entretanto, aquilo que muitos chamam de "espírito de natal", revive, a cada ano, em muitas crianças. Muitas não, milhares, milhões. Para quem duvida, basta fazer uma rápida visita ao posto de correio mais próximo. Crianças escrevem para o Papai Noel, na esperança de que o futuro possa ser diferente. Tudo que falei até agora, foi apenas para reforçar minha dica: tenha um natal mais feliz. Como? Basta adotar uma cartinha no correio. Muitos não têm noção dos pedidos que são realizados. Crianças pedem um simples panetone para terem o que comer na virada do dia 24. Outras pedem um par de tênis "pode ser usado", dizem elas. Enquanto muitos de nós estaremos em nossas casas, saboreando uma bela ceia, ou festejando em algum lugar, qualquer lugar, crianças sorriem pelo simples fato de poderem comer uma fatia de panetone, ou por sentirem a alegria de abrir um presente. Ele não precisa ser colocado em baixo de um pinheiro. Não há necessidade de luzes coloridas ou enfeites. A única alegria é saber que eles também puderam festejar esse natal. Não quero que ninguém se sinta culpado. Não estou dizendo para não aproveitarem seu natal, ou deixarem sua ceia de lado. Seria hipocrisia de minha parte, já que também irei festejar. A única coisa que digo, que ressalto, e que peço, é que adotem uma cartinha. O melhor presente que se pode ganhar no natal é a satisfação de saber que você fez uma criança sorrir.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Enquanto se espera

O olhar se perde, longe. Não importa se sentados, ou de pé, todos esperamos. Esperamos algo que talvez nunca chegue, ou que não venha a tardar. Esperar é um ato que torna todos iguais, não importando as diferenças. É claro que uns esperam mais, outros menos. Alguns, nunca perceberam que estão à espera, e é provável que nunca venham a perceber. Esperar não tem limites. Pode ser reduzido ao simples ato de sentar-se em uma parada de ônibus enquanto aguarda seu destino. Também pode ser a eterna espera pela eternidade. Ou simplesmente, aguardar um sentido para tudo, para a vida, para o amor, para a morte. Esperar ser reconhecido, por alguém, não importa quem seja. Esperar existir, e não ser apenas mais um. Tempos de solidão esses, em que esperamos sós, em meio à multidão.

Telejornalismo

Essas são algumas das fotos da gravação do nosso primeiro telejornal, para a disciplina de Telejornalismo, ministrada pela professora Fabiana Piccinin.

Os créditos das fotos são de Viviane Moura.


Ao meu lado, a colega Yaundé Narciso.



O telejornal durou cerca de cinco minutos. Mais do que suficiente para o nervosismo tomar conta.
O resultado poderá ser conferido a partir da próxima semana, quando o vídeo será disponibilizado aqui no blog.





quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Escreva a mão




Essas fotografias foram desenvolvidas para a disciplina de Fotografia em Jornalismo II, ministrada pelo professor Alexandre Borges.



O tema do trabalho era "Escreva a mão" e a proposta era fazer as crianças preencherem um Orkut de Papel.



sábado, 21 de novembro de 2009

Da inutilidade do Enade à ineficiência do Enem

Quem não viu as propagandas que circulavam pelas redes de televisão falando sobre as mudanças do Enem (antes, é claro, do escândalo sobre o vazamento das provas)? Para quem não lembra, a propaganda dizia: "Agora o Enem não é mais decoreba". Juro que todos os dias me perguntava - Mas algum dia o Enem foi decoreba? A verdade é que, nos anos anteriores, a função do Enem era justamente avaliar os alunos de Ensino Médio naquilo que há de mais importante: sua capacidade de raciocinar e fazer inferências. Entretanto, as mudanças no sistema ocasionaram uma contradição. Como substituir um sistema que deu certo e que realmente era capaz de avaliar o nível de aprendizado do aluno por um sistema falho, que domina as universidades do país? A resposta é simples: fazendo o povo pensar justamente o contrário. Se não fosse a fraude, a prova que teria sido aplicada, nada mais seria do que uma cópia dos vestibulares, algo que testa a capacidade que os alunos têm de decorar conteúdo ao invés de estimulá-los a pensar por conta própria. Falando em sistemas falhos de avaliação, o úlimo Enade foi simplesmente vergonhoso. Além das perguntas mal formuladas e da clara apologia (extremamente mal disfarçada) às "boas ações" do governo, o Enade nada mais é do que o tão criticado Provão, com outro nome. O Provão caiu justamente por ser, de forma comprovada, um sistema inútil de avaliação. E o Enade veio, então, substituindo-o, como forma de salvação e reforma nos métodos tradicionais. Ilusão. Não fui selecionado para a prova, e tenho pena de quem o foi. A ameaça de que, "quem for selecionado e não comparecer não poderá retirar seu diploma quando se formar" levou muitos alunos para as salas de aula neste último dia 8. Mas, e se houvesse uma mobilização? É certo que nem todas as Universidades do país apoiariam, mas é certo também que não sou o único a pensar dessa forma. Tenho certeza que com mobilização, o sistema não seria opressor do modo como o é. Talvez o exemplo não seja válido, mas na França, país de primeiro mundo, a juventude tem voz e vez. É que lá, o governo sabe que, caso as necessidades e os desejos do povo não sejam atendidos, a população não tem medo nem vergonha de sair à rua para lutar por seus direitos. Talvez vergonha seja a palavra chave nesse contexto aqui no Brasil. O que o brasileiro precisa é criar vergonha na cara. Só então o povo vai deixar de ser submisso e criar coragem para controlar seu destino. Mas afinal, quem sou eu para querer acordar esse povo? Só uma voz, gritando por liberdade, no meio dos sussurros alienados da multidão.